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Tribuna Capital > Blog > Notícias > Direito empresarial reduz risco de contrato mal redigido
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Direito empresarial reduz risco de contrato mal redigido

Sora Kazunori
Sora Kazunori setembro 18, 2026
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Gilmar Stelo
Gilmar Stelo
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Um contrato mal redigido raramente falha por acaso. Ele falha porque alguém tratou a redação como mera formalidade, observa o Doutor Gilmar Stelo, advogado e fundador do Stelo Advogados Associados. Cláusula solta, prazo impreciso e obrigação sem responsável definido se acumulam ao longo do texto e só revelam o problema quando o contrato já está em execução, geralmente no pior momento possível para negociar uma correção.

Raramente o problema é falta de boa-fé entre as partes. É a ausência de técnica na hora de transformar um acordo verbal em texto que resista a uma leitura hostil, feita justamente quando a relação já azedou. Direito empresarial, nesse ponto, funciona menos como formalidade jurídica e mais como engenharia preventiva, pensada para segurar o contrato exatamente quando ele mais precisa ser cumprido.

Onde nasce o risco de um contrato mal redigido?

A maior parte dos problemas contratuais nasce antes da assinatura, na fase em que ninguém quer gastar tempo discutindo cláusula por cláusula. O Doutor Gilmar Stelo destaca que expressões como “melhores esforços” ou “prazo razoável” parecem inofensivas, mas deixam margem para interpretações opostas assim que surge um desentendimento real, porque cada parte tende a lê-las de acordo com o interesse que defende naquele momento.

Há também risco na obrigação mal delimitada. Quando o contrato não deixa claro quem faz o quê, em qual prazo e sob qual padrão de qualidade, cobrar o cumprimento vira disputa de interpretação em vez de simples verificação de fato. O documento existe no papel, mas não protege ninguém porque não define nada com precisão suficiente para ser exigido.

O que muda quando o direito empresarial entra na redação?

A Stelo Advogados Associados costuma tratar a redação contratual como exercício de antecipação, não de formalização burocrática. Antes de escrever qualquer cláusula, mapeiam os cenários em que o contrato pode falhar, do atraso na entrega ao rompimento unilateral, passando pela troca de sócios ou fornecedores, e só depois decidem como cada risco será tratado dentro do próprio texto.

Gilmar Stelo
Gilmar Stelo

Copiar cláusulas prontas de outro contrato, sem checar se fazem sentido para aquela operação específica, é o erro mais comum na prática empresarial. Um modelo genérico pode até parecer completo à primeira leitura, porém raramente cobre as particularidades do negócio que deveria proteger.

Quais cláusulas fazem a diferença na prática?

Três pontos, na avaliação do Doutor Gilmar Stelo, costumam separar um contrato seguro de um contrato frágil. Definição expressa da lei aplicável e do foro competente, penalidades proporcionais ao dano previsível pelo negócio e hipóteses claras de rescisão, todas escritas em linguagem que qualquer parte envolvida consiga entender sem depender de tradução técnica posterior à assinatura.

Por exemplo, multa desproporcional costuma ser reduzida pelo próprio Judiciário quando questionada, o que esvazia a função de dissuasão que a cláusula deveria cumprir desde o início. Prever um valor compatível com o risco real do negócio protege mais do que uma penalidade alta que provavelmente nunca será aplicada exatamente como foi escrita no papel.

Como a revisão preventiva evita o prejuízo depois?

Contrato assinado não é contrato encerrado. Operações mudam, prazos se estendem e fornecedores trocam de mãos ao longo da execução, e um documento que fazia sentido no momento da assinatura pode ficar desatualizado poucos meses depois, risco que o Doutor Gilmar Stelo aponta como um dos mais subestimados na rotina empresarial. Revisar periodicamente as obrigações vigentes evita que o texto continue regendo uma realidade que já não existe mais.

O acompanhamento contínuo revela, segundo o Doutor Gilmar Stelo, onde mora o valor real da assessoria jurídica preventiva. Um contrato revisado a tempo custa menos do que um litígio evitável, e a diferença entre as duas situações raramente está na sorte. Está na atenção técnica que alguém decidiu dar ao texto antes que o problema aparecesse na prática.

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